Defesa Civil intensifica vistorias em Campinas, alerta de incêndios e ventos de até 80 km/h
A Defesa Civil de Campinas intensificou as vistorias na Área de Proteção Ambiental (APA) de Campinas após a emissão de alerta para risco de incêndios florestais no município. A medida será reforçada ao longo desta semana, entre terça-feira (9) e quinta-feira (11), período em que a região está classificada no nível de emergência, o mais alto da escala da Defesa Civil do Estado de São Paulo.
Para ampliar a fiscalização, o órgão determinou a convocação de servidores que estavam de sobreaviso, suspendeu folgas previamente agendadas e poderá acionar outros setores que integram a Operação Estiagem, como Serviços Públicos, Sanasa e a Secretaria de Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade (Seclimas).
Ventos fortes preocupam a região
Além do risco de queimadas, Campinas enfrenta nesta terça-feira (9) os efeitos de um ciclone extratropical que atua na costa da Região Sul do Brasil. O fenômeno favorece a formação de rajadas de vento que podem atingir até 80 km/h em várias cidades paulistas, incluindo Campinas.
Acidentes de trânsito recorrentes preocupam modadores do Parque Prado
Os moradores do bairro Parque Prado têm manifestado crescente preocupação com a frequência de acidentes de trânsito registrados no cruzamento da Avenida Maria Emília Alves dos Santos de Angelis com a Rua São Miguel Arcanjo. O ponto, considerado um dos mais movimentados da região, tem sido palco de colisões quase semanais, envolvendo desde veículos de passeio até motocicletas.
Segundo relatos de comerciantes e moradores locais, a principal causa dos acidentes seria a falta de visibilidade adequada e o desrespeito à sinalização. “Toda semana ouvimos o barulho de batida. Já virou rotina. Quem mora ou trabalha aqui fica com medo de atravessar a rua”, afirma João Ferreira, proprietário de um comércio próximo ao cruzamento.
A situação preocupa ainda mais por conta do grande fluxo de pedestres, incluindo estudantes e idosos, que diariamente precisam atravessar o trecho. “É um risco constante. Falta uma medida mais firme, como semáforo ou redutores de velocidade”, comenta a moradora Maria Luiza Gomes.
De acordo com a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), o cruzamento está em análise para receber intervenções de segurança viária. No entanto, moradores reivindicam agilidade nas ações, alegando que os acidentes poderiam ser evitados com melhorias simples, como reforço na sinalização horizontal, instalação de semáforo e maior fiscalização.
Enquanto a solução não vem, a população segue em alerta. Para os motoristas, o pedido é de mais atenção e respeito às normas de trânsito. Já para os moradores, fica a expectativa de que medidas concretas sejam adotadas para transformar o ponto crítico em um cruzamento seguro.